TUTORIAIS


Antigamente, era padrão os processadores virem soldados diretamente na placa-mãe, mas a necessidade de expansão de recursos e upgrades levaram os fabricantes a desenvolver um encaixe que possibilitasse substituir a CPU sem o uso de solda ou troca de outros componentes.


Geralmente, na compra do processador, o fabricante já inclui na caixa um cooler homologado pelo fabricante, que, em tese, é o mais adequado para ele.
CONSTRUA SEU PC GAMER: Componentes [PROCESSADOR]

O processador topo de linha nem sempre sera o ideal para o seu PC Gamer, mas aquele que coadune com o resto do conjunto.
Entenda o que isso significa.
Processador: o cérebro do sistema
O processador (CPU, de Central Processing Unit ou unidade central de processamento) é o“cérebro” do sistema, referência primária de desempenho e campedo em popularidade entre os usuários.
Dai o hábito de nos referirmos ao PC, como um todo, pelo modelo da CPU que o equipa. Entretanto, sem um corpo que o abrigue, o cérebro não é capaz de muita coisa (é ai que entra a placa-mãe, responsável por acomodar e alimentar eletricamente o processador, bem como por oferecer infraestrutura para que o chip se comunique com as memórias e os demais periféricos).
Para ser funcional, o computador depende da memória RAM (que armazena os dados enquanto eles estão sendo processados), do HD (que abriga (os programas e arquivos), e do subsistema de video (responsável pela comunicacão entre o computador e o usuário), e seu desempenho ser prejudicado pela baixa performance de qualquer desses dispositivos.
Como muita gente ainda confunde velocidade com performance, convém frisar que a velocidade (ou frequência de operação) da CPU indica apenas quantos ciclos de processamento so realizados a cada segundo, mas o que o chip é capaz de fazer em cada ciclo é outra historia. Em tese, quanto maior a frequência, melhor sera o desempenho.
Mas, na prática, dois chips podem operar na mesma frequência e um deles ser mais eficiente, desde que execute mais instruções por ciclo, porque seu rendimento sera superior a sua velocidade.
Diferencas na arquitetura, co-processador matematico, quantidade e qualidade da memoria cache influem na eficiéncia da CPU.
Alias, foi por isso que a AMD passou a adotar o índice de Performance Relativa, que gerou certa confusão entre os usuários.

Apresentar um estudo minucioso sobre um componente tão relevante (abrangendo criação, evolução, funcionamento, arquiteturas, formatos e encaixes dos processadores) foge aos propósitos e possibilidades deste guia.
Apenas para que o leitor tenha uma noção, vale dizer que o processador é construído a partir de um "waffer" de silício (uma fina fatia de material semicondutor) e composto basicamente por transistores.
O transistor funciona como um minúsculo comutador capaz de "abrir e fechar" a passagem de corrente elétrica (quando está desligado, temos um bit 0; quando Ihe é aplicada determinada tensão e a corrente é estabelecida, temos um bit 1, e cada desempenho do processador.
O clock da CPU é definido pelo barramento da placa-mãe (FSB3) e pelo multiplicador de clock. Houve um tempo em que os processadores não podiam exceder a frequência da placa, o que limitava seu desempenho e a performance do sistema, razão pela qual foi implementado um "multiplicador" (a partir dos 486DX2, que passaram a operar em 2x-ou seja, duas vezes mais rápido que a placa de sistema).
Esse advento tecnológico abriu caminho para o que se convencionou chamar de "overclocking" (veja box).
OVERCLOCKING
O barramento frontal do sistema (ou FSB) é a via de comunicação bilateral do processador com as memórias. Combinado com o multiplicador de clock da placa de sistema, ele determina a frequência de operação da CPU; alterando-se uma dessas variáveis (ou ambas), é possível elevar a velocidade do chip ("overclocking") e obter um melhor desempenho global do computador. Note que nem sempre o chip ou a placa-mãe permitem alterar essas configurações, e que modificações no FSB influenciam diretamente o funcionamento das memórias e indiretamente o das interfaces-por exemplo, PCI e de tudo mais que opere com submúltiplos dessa variável.

Isso significa que o tipo de soquete 4, dentre outros fatores, define a compatibilidade entre o processador e a placa de sistema, como já comentamos. Mas note que hoje em dia, também é bastante comum processadores virem soldados diretamente na placa-mãe, principalmente em PC de baixo custo.
Como escolher o melhor processador
O melhor processador, dizem, é a versão mais veloz do modelo mais recente do fabricante mais renomado, mas, a despeito de nossa predileção por dispositivos poderosos, uma boa escolha é aquela que melhor atenda às nossas necessidades e possibilidades e coadune com o restante do conjunto.
Vejamos algumas sugestões:
1. Na hora de comprar um processador (ou avaliar um computador), convém não se balizar somente pela frequência de operação. Existem chips de marcas, modelos, versões, recursos e preços diferentes; alguns melhores em determinadas aplicações, mas menos eficientes em outras.
2. A arquitetura mais avançada influencia diretamente a performance, mas não é boa prática investir pesado numa CPU de topo de linha se isso comprometer seu orçamento destinado aos demais componentes).
3. É recomendável comprar o processador junto com a placa-mãe e os módulos de memória - se possível, do mesmo revendedor, de modo a minimizar as possibilidades de incompatibilidade.
Vale lembrar homologado pelo fabricante (na impossibilidade, consulte a lista de coolers compatíveis nos sites da Intel e da AMD).
4. Alguns modelos de processadores possuem diversas versões que diferem entre si quanto à frequência de operação externa (aspecto diretamente relacionado ao FSB da placa) e/ou à maneira pela qual são fisicamente conectados.
Em caso de dúvidas, consulte o site dos fabricantes (do processador e da placa-mãe) e não hesite em tirar todas as suas dúvidas com o vendedor de sua loja de suprimentos de informática preferida.
"CPU" NÃO É "GABINETE"
Tem gente que faz confusão ao chamar o gabinete (ou torre) de CPU. Note que CPU (Central Processing Unit ou unidade central de processamento) é o processador, e o gabinete é uma caixa que abriga a placa-mãe e os componentes nela afixados, inclusive o CPU.
O cooler (do processador)

Até o advento do 486DX2, aventilação provida pelo exaustor da fonte era suficiente para manter a temperatura sob controle, no interior do gabinete.
Entretanto, devido ao excepcional aumento na velocidade das CPUs, o cooler se tornou um componente essencial à integridade física do computador. Os coolers trabalham segundo alguns princípios físicos, dentre os quais a radiação, a condução e a convecção.
Sua função, além de "ventilar" o processador, é dissipar o calor no ar que circula dentro do gabinete.
O cooler não é o ventilador acoplado sobre o processador, mas sim o conjunto formado por esse ventilador e o dissipador. Existem coolers sem ventoinha (passivos, que se valem da "condução" para
dispersar o calor gerado pela CPU), mas os mais comuns integram um fan e combinam as propriedades da "condução" com as da "convecção".
Note o leitor que o contato físico entre o cooler e o processador é um aspecto de grande relevância. Os grampos, presilhas ou travas que mantêm unidos esses componentes devem proporcionar pressão adequada à dispersão do calor, mas não exagerada a ponto de comprometer a integridade da frágil placa de silício do chip.

Quanto mais lisas forem as superficies, melhor será a área de contato e a dissipação do calor, de modo que uma pequena quantidade de pasta ou composto térmico deve ser espalhada sobre o processador por ocasião da montagem, para preencher os microporos e permitir um contato mais abrangente entre chip e dissipador (isso será visto em
detalhes no tutorial da montagem apresentada neste guia).
Algumas ventoinhas modernas são "inteligentes", ou seja, capazes de aumentar a rotação na medida em que a temperatura do processador se eleva, propiciando, com isso, um consumo de energia mais racional, e reduzindo o nível de ruído.
Como escolher um cooler

Processadores que já trazem o cooler são chamados de boxed ou in a box; já os que vêm sozinhos são chamados OEM- se esse for o seu caso, você precisará comprar um cooler à parte.
É importante ressaltar que um cooler de grandes dimensões não é necessariamente mais eficaz do que outro menor, já que esse aspecto está mais ligado ao material utilizado na fabricação do dissipador e à capacidade da ventoinha.
Coolers "genéricos" têm preço em conta, mas só servem para chips antigos com frequências de operação modestas. Fuja deles na hora de uma eventual reposição.
Quando for adquirir um cooler, observe suas especificações, principalmente a rotação da ventoinha, o fluxo de ar gerado (CFM ou pés cúbicos por minuto)
e o nível de ruído (mesmo assim, esses dados não serão de grande valia se você não conhecer as necessidades do seu processador).
Escolha modelos de marca e origem conhecida, com e-mail, endereço e telefone do fabricante (para suporte). Assegure-se de que exista um manual (preferencialmente em um idioma que você compreenda) e um representante que ofereça garantia
para o produto.
Com processadores mais "parrudos", os modelos in a box são sempre mais indicados. Atualmente, há diversos fabricantes de coolers - alguns renomados, outros nem tanto.
Consulte os sites da Intel e da AMD (www.intel.com.br e www.amd.com.br) para saber mais sobre o assunto e identificar os modelos homologados para uso com seus processadores.
A título de sugestão, anote também estes sites: www.avc.com e www.thermaltake.com.
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Te vejo no próximo passo, onde irei falar tudo que você precisa saber sobre Memória RAM.
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